O Museu Anne Frank, localizado na capital da Holanda – cidade em que a jovem viveu e escreveu o diário que se tornaria um dos livros mais famosos do mundo – encontrou uma forma inusitada de unir passado e presente, para envolver os turistas com a história da menina. A instituição acaba de lançar um aplicativo capaz de guiar os visitantes pela cidade, destacando pontos diretamente relacionados à vida de Anne.
Durante o Holocausto, a menina e sua família (todos judeus) viveram por quase dois anos em um esconderijo feito atrás do escritório do pai, Otto, chamado de “anexo secreto”.
Eles foram obrigados a adotar a estratégia em 1942, quando a perseguição aos nazistas se intensificou em Amsterdã – tudo deu certo até que, em 1944 foram entregues para as autoridades nazistas.
A frente da casa onde viveu Anne Frank, que atualmente abriga um museu
Foi durante o período que permaneceu escondida que Anne narrou seus sentimentos e as intimidades de todos ao seu redor em um diário, que se tornaria uma das obras mais famosas do século XX.
Depois da denúncia, Anne e sua família foram levados para campos de concentração, onde a menina morreu de tifo poucos meses antes do final da guerra. O único sobrevivente entre os Frank foi Otto, pai de Anne, que se esforçou para garantir a publicação das memórias da filha, transformadas em livro pela primeira vez em 1947.
Túmulo simbólico de Anne Frank e de sua irmã Margot. O verdadeiro túmulo das meninas está em um cemitério dedicado às vítimas anônimas do holocausto
A memória não vive só no diário
O “anexo secreto” virou museu na década de 1960 – lá os visitantes podem visitar os cômodos que foram reconstruídos e decorados para se parecer o máximo possível com a casa em que Anne viveu. A versão original do diário também pode ser vista pelos visitantes.
O aplicativo “A Amsterdã de Anne Frank” que acaba de ser lançado, permite que o visitante veja fotografias sobrepostas que mostram o passado e o presente de certas localidades. Além disso, através de um GPS, os visitantes são guiados a 30 pontos importantes que, de alguma maneira, estão ligados à vida de Anne.
Imagem do aplicativo cedida pelo Museu Anne Frank, na Holanda
Quem estiver a um raio de menos de 100 metros de distância de cada um dos pontos pode acessar informações multimídia sobre o que aconteceu naquele local, como entrevistas, podcasts e informações sobre pessoas que conviveram e ajudaram a família Frank.
De acordo com a direção do museu, o objetivo é aproximar a população da história da menina, para que os visitantes possam olhar locais da cidade e relacioná-los diretamente com a história.
O app é gratuito, e foi recebido com entusiasmo: foram 12 mil downloads apenas na primeira semana. Atualmente, ele só pode ser acessado em inglês, holandês e alemão, mas o museu anuncia que em breve outras línguas serão adicionadas ao programa. O app foi doado ao museu pelas organizações Lbi e Repudo.
Fonte: DW
N.A.: Eu desviei um pouco do assunto porque eu acho Anne Frank é uma história que deve ser conhecida pelo mundo inteiro.
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